Radar · Nordeste · 21 de outubro de 2026
Portos do Nordeste: cinco apostas para disputar a mesma carga
Do Piauí à Bahia, portos anunciam alfandegamento, leilões e um projeto de R$ 6,59 bilhões. O que decide quem ganha é a carga que chega por terra.
Os portos do Nordeste entraram numa disputa aberta por carga, segundo levantamento do Movimento Econômico publicado na terça, 20. Em 9 de dezembro, três terminais vão a leilão na B3: o MUC04, em Fortaleza (R$ 429 milhões), um terminal de fertilizantes no Itaqui, no Maranhão (R$ 147 milhões), e um de carga geral em Salvador (R$ 6,39 milhões). Juntos, somam R$ 582,3 milhões.
As apostas
- Porto Piauí, em Luís Correia: alfandegado pela Receita Federal em setembro, com parceria com o Porto de Aveiro, em Portugal, desde abril. A primeira exportação de grãos está prevista para 2027.
- Porto do Recife: de 130 mil a 135 mil metros quadrados alfandegados, voltados à cadeia de petróleo e gás da Margem Equatorial.
- Porto Sul, em Ilhéus (BA): R$ 6,59 bilhões aprovados pelo conselho do Fundo da Marinha Mercante, para minério de ferro, grãos e celulose.
- Fortaleza, Itaqui e Salvador: os terminais do leilão de dezembro.
A conta do ISBR
O Porto Sul, sozinho, vale mais de 11 vezes os três terminais do leilão somados. Mas ele depende da Fiol, cujo trecho entre Ilhéus e Caetité está com obras suspensas desde abril de 2025, com 75% executados.
Nossa leitura
Essa disputa vai ser decidida por quem tem carga: o produtor de grãos do Piauí que escolhe por onde exportar, a petroleira que vai montar base para a Margem Equatorial, o distribuidor de fertilizantes do Maranhão. Os terminais menores, com cliente conhecido, tendem a sair na frente de um projeto grande que ainda espera trilho.
Quem deveria conversar: exportadores do interior do Piauí, do Maranhão e do Ceará e os interessados nos terminais de dezembro, antes do leilão.
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